Nos dias 10 e 11 de junho, uma expedição conjunta, envolvendo membros da Sociedade Espeleológica Potiguar – SEP, da Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Rio Grande do Norte – SEPARN e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA esteve no assentamento Maísa, um dos mais importantes projetos de assentamento rural do INCRA no Rio Grande do Norte, onde estão localizadas importantes cavernas cadastradas nesse estado. Os objetivos principais da atividade estavam todos voltados à produção de um banco de imagens sobre a caverna conhecida como Furna Feia, uma das feições mais significativas encontradas na região.
Há muito, os grupos espeleológicos desejavam ingressar naquele sítio para documentar o valioso patrimônio cavernícola que ali se localiza. Vislumbrando uma perspectiva de trabalho em conjunto, foi realizada uma audiência com o Superintendente Adjunto daquela autarquia, Sr. Mário Moacir de Almeida, em 25 de maio de 2010, que, sensível à necessidade de maior conhecimento sobre o que existe em termos ambientais no assentamento, não mediu esforços para viabilizar a ida à caverna.
Os trabalhos focaram o registro fotográfico dos principais salões da Furna Feia. Como o tempo era relativamente curto, apenas dois dias, foi montado um aparato de iluminação com spots móveis e feita uma nítida opção pelo aproveitamento da luminosidade natural, que invade a caverna em inúmeros pontos. A equipe conseguiu uma rápida e valiosa integração, superando as barreiras que em um processo interinstitucional muitas vezes surgem. Assim, até mesmo o servidor federal designado pelo INCRA para acompanhar a visita, Sr. Roberto Maximo de Lima Júnior, mostrou-se imprescindível à qualidade obtida nas imagens.
A Furna Feia não decepcionou e revelou fotografias de extrema beleza cênica. Dentro de uma linha que já vem sendo trabalhada pelos espeleofotógrafos potiguares, centrou-se a temática na interação homem – caverna, procurando-se registrar o que representa o ambiente hipógeo ao explorador e como é arrematadora a beleza do patrimônio espeleológico.
De outra sorte, levantamentos espeleotopográficos também foram realizados no local, obtendo-se um mapa preciso da Furna Feia.
Para os grupos potiguares envolvidos no processo, a expedição apresentou gratos produtos e, para futuro, somente se espera o alargamento dessa proveitosa parceria com o gestor da área, o INCRA, a fim de que se possa conhecer as cavernas da região ainda mais.